terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Sem vs.



" Não , isso não é engraçado um coração assim roubado bate muito acelerado ..."

-Ana Canãs, Devolve,moço -



- Onde está você agora ?
Suas coisas preferidas costumavam estar em mim, costumava ser eu.
Porque deixei escapar por entre minhas mãos, pelos vãos de meus pequenos dedos o que com tanto esforço foi dado a mim, o que não foi presente . Me perco sem saber se terá hora de voltar, se os caminhos vão ser diferentes ou se um dia por um deslize qualquer no rascunho da vida, o lapis do destino me desenhará de volta ao meu caminho de origem, teu coração, tua vida, nossa vida.
Diga meu nome, uma ultima vez, deixe escapar por entre seus macios labios,no desenrolar de sua lingua, com os timbres da sua voz, o meu nome.
Ainda te escuto quando fecho os olhos,quando o vento me parte em varias, quando tudo tornasse passado,entre meus sonhos e ilusões, em algum canto de mim, eu sei que você ainda sim existe.
Como ousas habitar em mim de tal forma, como faz de mim tua serva sem pudor nenhum, como me faz te amar, querer, desejar.
Porque deixou com que eu me perdesse de ti?
Porque não forçastes a mim aquele abraço, porque não me obrigou a dizer que te ama ?
Todas as vezes em que chover e os raios finos de sol cortarem o vidro da janela lembrarei de ti e do nosso amor, talvez ele só exista em mim, todavia é real.
Agindo do meu modo completamente infantil eu corri, e ainda corro sozinha, procurando sabe lá o que? no sabe lá onde?
Talvez eu salte do 13º andar onde mora a louca da esperança, assim disse mario quintana.
Como posso deixar com que as circunstancias me levem?
Quero, desejo permanecer ao teu lado, canto no qual jamais deveria ter saido.
Prometa a mim que caso eu confesse que te amo não me olhará com aquele olhar de quem está no ar e anseia o chão, não me diga que não há razão para isso, quero ouvir que me ama.
Calma, para sermos felizes os dias não se contam nos dedos,estou perto mesmo que seu, meu, teto pareça desabar, temos um nós para reconstruir.
Minha maior aflição é parecer igual, como fui em todos esses pseudo amores,nessa arte que tu trazes eu me encontro com um sentido, é um aperto de mão, um abraço, um beijo para me fazer não querer ir.
Ainda chove, ultimamente essas águas não seção será que meu sentimentalismo se materializou em estação e tais chuvas são nada mais que meu aflito coração?
Se me disseres antes que eu mergulhe de vez em ti que teu coração jamais será meu, eu quebrarei sim, mas ainda não desistirei, eu aprendi levando tombos dessa tal vilã chamada vida , sei que nada sei e só sei que o avesso do avesso de tudo, somos nós.
Estranhamente só sei falar de nós assim, juntos, plural sabe, não dá pra dizer que existe um eu e você, existe um só esse dai se chama nós.
A chuva desmancha o coração que eu fiz ao chão, ma seu sei que teu peito é meu esconderijo e que lá é que está o verdadeiro coração que tem nós dois escritos para o nosso sempre.



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